Nossa, como é engraçado ler coisas que escrevi em 2005. É um sentimento estranho, uma mistura de vergonha-hilária com arrependimento-profundo. É interessante como as coisas mudam, como pensamos que parece ser o o fim do mundo e simplesmente não é! Faz mais de um ano que aprendi isso. Sei que tudo está sempre num processo contínuo de mudança, e mesmo nos momentos de desespero é possivel aprender alguma coisa – no entanto, isso só é válido para quem está buscando o conhecimento.
Antes de falar o que quero, vou contar uma historinha... Era uma vez um leão muito temido no seu bando, ele era muito forte e todos o respeitava. Certo dia, choveu muito, houve uma grande enchente, muitos leões morreram e o leão valente acordou no outro dia, muito cansado... Se levantou, olhou ao seu redor e percebeu que ele estava cercado por aguas... Ele não sabia nadar. Estava desesperado. Ou tentaria nadar em desespero até alcançar o outro lado, ou moreria de fome... Entrou na água, tentou nadar, quase se afogou, voltou pra ilhinha, chorou, xingou Deus e o mundo e por fim, acabou adormecendo... Foi quando ele foi acordado por uma voz serena. A voz do rio. E o rio falou: “Por que estás tão inquieto? Olha ao teu redor. Eu não sou seu inimigo.” Daí o leão olhou em sua volta, e percebeu que havia um lugar ao longo do rio onde era bem raso, e que daria pra atravessá-lo caminhado.
Outro dia eu estava conversando com o Luca sobre como complicamos tudo. Às vezes por querer complicar mesmo, a troco de carinho e atenção; às vezes por não ter o que pensar, então acabamos fazendo uma tempestade num copo d’água só para termos algo para nos preocuparmos. Acho fantástico como o homem está sempre buscando algo, sempre complicando demais, ou não se importando como deveria. Coisas simples tornam-se nossos maiores pesadelos pelo simples fato de serem problemas-únicos, até porque se temos muitos problemas, nossa tendência é de normalmente dar mais ênfase a um único, e fazer dele o nosso bicho-de-sete-cabeças.
Antes de falar o que quero, vou contar uma historinha... Era uma vez um leão muito temido no seu bando, ele era muito forte e todos o respeitava. Certo dia, choveu muito, houve uma grande enchente, muitos leões morreram e o leão valente acordou no outro dia, muito cansado... Se levantou, olhou ao seu redor e percebeu que ele estava cercado por aguas... Ele não sabia nadar. Estava desesperado. Ou tentaria nadar em desespero até alcançar o outro lado, ou moreria de fome... Entrou na água, tentou nadar, quase se afogou, voltou pra ilhinha, chorou, xingou Deus e o mundo e por fim, acabou adormecendo... Foi quando ele foi acordado por uma voz serena. A voz do rio. E o rio falou: “Por que estás tão inquieto? Olha ao teu redor. Eu não sou seu inimigo.” Daí o leão olhou em sua volta, e percebeu que havia um lugar ao longo do rio onde era bem raso, e que daria pra atravessá-lo caminhado.
Outro dia eu estava conversando com o Luca sobre como complicamos tudo. Às vezes por querer complicar mesmo, a troco de carinho e atenção; às vezes por não ter o que pensar, então acabamos fazendo uma tempestade num copo d’água só para termos algo para nos preocuparmos. Acho fantástico como o homem está sempre buscando algo, sempre complicando demais, ou não se importando como deveria. Coisas simples tornam-se nossos maiores pesadelos pelo simples fato de serem problemas-únicos, até porque se temos muitos problemas, nossa tendência é de normalmente dar mais ênfase a um único, e fazer dele o nosso bicho-de-sete-cabeças.
