Vívá áô técládô, té-Ámô cônfiguráção!
Sério agora…Eu encontrei um troço interessante que escrevi no ano passado, para ser mais exato, no dia quatro de agosto. É um “poeminha” de seis linhas que escrevi quando estava triste, malzão… Foi quando meu amigo me disse que ia morar fora do Brazil por um tempo – até então eu não sabia que meu destino seria a China.
Mas vejamos:
Se eu soubesse que um dia isso aconteceria,Que ouviria a possibilidade de não mais tornar a ver-teOs significados das palavras eu mudariaE os converteria em sorveteE talvez a dor do adeus ficasse bem friaE tornasse mais simples a tua partida.
Kinda deep né? Hehehe. Enfim, no momento em que eu escrevi isso eu estava escrevendo com a alma. Não estava apenas escrevendo por escrever. Eu relamente quis escrever o que foi escrito, realmente quis que rimasse como rimou… Sim, mas onde eu quero chegar? É que mais uma vez eu gostaria de falar sobre a força das nossas palavras/ações nas nossas vidas. A força que nós temos de fazer o Universo conspirar a nosso favor... ou não. Mas para isso eu tenho que ao menos resumir a história e compartilhar a interpretação correta do poema.
Se eu soubesse que um dia isso aconteceria – a viagem dele que foi de uma hora pra outra.Que ouviria a possibilidade de não mais tornar a ver-te – possibilidade de morte (I know! lol).Os significados das palavras eu mudaria – nao diria adeus.E os converteria em sorvete – metáfora.E talvez a dor do adeus ficasse bem fria – várias figuras de linguagem que não sei os nomes.E tornasse mais simples a tua partida. – não teria que me despedir.
Basicamente, eu desejei não me despedir. O que aconteceu? Bem, aconteceu extamente como eu escrevi. Final de outubro – mais ou menos dois meses depois, surgiu a oportunidade de morar aqui na China. Eu viajaria em dezembro, ele em janeiro. Os dois últimos dias antes da minha viajem eu dediquei aos meus amigos. No primeiro dia eu o esperei, mas ele nao pôde vir; no segundo dia houve um problema e ele também não apareceu. Ele me ligou e disse que ia de certeza ao aeroporto para me deixar. No dia da minha viagem, ele me liga dizendo que já procurou a chave do carro em todo canto e não a encontrou. Disse que queria muito me ver, mas não consegia achar a chave do carro. Enfim, eu fui embora e não nos despedimos. A dor do adeus ficou bem fria e tornou mais fácil a minha partida. Ele viajou pra Portugal e também não me despedi. Quando eu cheguei aqui ele me disse que no outro dia tinha encontrado a chave, que estava num lugar fácil e não sabe como não achou antes… bem, eu sei né?!
Me assutou a forma de como aconteceu tudo extamente como eu desejei. Mesmo que incoscientemente. Mais uma vez o Universo conspirou. Eu venho prestando mais atenção nos detalhes da minha vida e venho percebendo o quanto tudo está interligado. Talvez soe ridículo o que estou escrevendo, pois não tenho vocabulário técnico para me referir a esses acontecimentos. Mas é mais ou menos isso.
No final das contas, eu não gostei muito de como tudo aconteceu. Acho que preferiria vê-lo, dar um abraço, dizer algumas coisas… enfim, me despedir. Mas eu desejei assim. Acredito que temos que ter cuidado com o que desejamos. (Acabei de lembrar da última música de “Into the woods”. Saudades Mari, Cami, Mí…) Nossos desejos, quando desejados com toda alma, possuem um poder muito grande. Não sei de onde vem essa energia, não sei como começa, muito menos quem a canaliza para que as coisas aconteçam como desejamos, mas elas simplesmente acontecem…
Talvez seja hora de revermos nossos desejos, termos mais cuidado com o que falamos, nas maldições que jogamos. Principalmente quando estamos tristes, odiando algo ou alguém… Eu sei que aprendi bastante, e hoje em dia tenho mais cuidado com o que eu desejo, e principalmente, a intensidade com que desejo.
Estranho…Eu tinha programado escrever outras coisas, mas acabou saindo isso…
“Sinta a sublimação!” Hehehe
PS: Aproveitar para agradecer a Fabiana, minha amiga linda, que estava comigo quando tive esses insights e compartilhou comigo todas as lembranças, as mais profundas. Fabs, saudade de você, volta logo! Te amo! “Nós somos nozes!” Hao buhao?!
